Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026

POLÍCIA
Publicada em 25/09/25 às 06:04h - 143 visualizações
Hacker milionário é preso após roubo de R$ 107 milhões do Banco da Amazônia
Bastaram 5 minutos e um microchip para que o criminoso desviasse a vultosa quantia

Jornal O Niquel


Um esquema de fraude milionária contra o Banco da Amazônia (Basa) foi desmantelado com a prisão de um dos principais suspeitos. Na manhã desta terça-feira (23), Arlison Lima Queiroz, de 35 anos, foi detido em casa, em Santa Inês, no Maranhão. Ele é apontado como o hacker por trás do desvio de R$ 107 milhões ocorrido em julho.

A prisão faz parte da segunda fase da Operação Porta 34, conduzida pela Polícia Civil do Pará com apoio da Polícia do Maranhão. Em julho, na primeira fase, a polícia já havia capturado três homens, incluindo um gerente do Basa, acusado de ser o cúmplice de Arlison. O gerente teria sido recrutado pelo hacker para facilitar a instalação de um dispositivo eletrônico clandestino dentro da agência de Santa Inês.

O dispositivo que esvaziou contas em 5 minutos

Segundo o delegado Tainan Melo, da Polícia Civil do Pará, o aparelho inserido por Arlison era um microchip que, em apenas cinco minutos, conseguiu desviar o valor bilionário. O dispositivo operava de forma autônoma: roubava as senhas de gerentes, selecionava contas pré-definidas pelos criminosos e validava as transações com as duas autorizações necessárias.

“Toda retirada exige duas senhas de gerentes. Esse dispositivo já contava com ambas, retirou o dinheiro, aplicou as senhas e, em cinco minutos, R$ 107 milhões foram desviados”, explicou o delegado. As contas afetadas pertenciam à agência de Belém, mas o dispositivo foi instalado na agência de Santa Inês.

Ações policiais e próximas investigações

A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Arlison, onde foram confiscados documentos e eletrônicos que serão periciados. Embora uma parte do dinheiro já tenha sido recuperada pelo próprio sistema bancário via PIX, a investigação continua para rastrear o destino do restante.

O delegado regional de Santa Inês, Alisson Guimarães, afirmou que há indícios de crimes como lavagem de dinheiro e corrupção. “Certamente, valores milionários não são movimentados por uma ou duas pessoas, mas por dezenas de envolvidos”, destacou. O Banco da Amazônia informou que está colaborando com as autoridades.

Hacker
ZE  DUDU





























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