
Publicado em 08/04/2021 - 20:38 Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil - Brasília (Foto: )
O presidente Jair Bolsonaro sancionou
nesta quinta-feira (8) o Projeto de Lei 4.476 de 2020, que trata do novo marco
regulatório do setor de gás. A matéria teve votação concluída no Congresso Nacional no dia 17 de
março. A informação foi dada pela Secretaria-Geral da Presidência da República,
que esclareceu que não houve vetos presidenciais à nova lei.
O texto aprovado prevê, entre outras
medidas, a desconcentração do mercado, não permitindo que uma mesma empresa
possa atuar em todas as fases, da produção e extração até a distribuição; e o
uso de autorização em vez da concessão para a exploração do transporte de gás
natural pela iniciativa privada.
O novo marco regulatório do gás diz
ainda que as autorizações não terão tempo definido de vigência e podem ser
revogadas somente a pedido da empresa nas seguintes situações: se ela falir ou
descumprir obrigações de forma grave; se o gasoduto for desativado ou se a
empresa interferir ou sofrer interferência de outros agentes da indústria do
gás.
De acordo com as novas regras, caso
haja mais de um interessado para a construção de um gasoduto, a Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá realizar
processo seletivo público.
Segundo o texto da lei, a ANP deverá
acompanhar o mercado de gás natural para estimular a competitividade e reduzir
a concentração, usando mecanismos como a cessão compulsória de capacidade de
transporte, escoamento da produção e processamento; obrigação de venda, em
leilão, de parte dos volumes de comercialização detidos por empresas com
elevada participação no mercado; e restrição à venda de gás natural entre
produtores nas áreas de produção.
O governo federal informou que as
estimativas projetadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) são de que
este novo marco regulatório gere investimentos entre R$ 50 bilhões e R$ 60
bilhões, com a produção de gás natural triplicando até 2030. A nova Lei do Gás
poderá gerar quatro milhões de empregos em cinco anos e acrescentar 0,5% de
crescimento ao PIB nos próximos dez anos.
*Matéria atualizada às 20h44 para
acrescentar informação de que não houve vetos por parte do presidente Jair
Bolsonaro.
Edição: Pedro Ivo de Oliveira